Hoje o mar que nunca choramos invade minha casa
Inunda minha sala e toma conta do meu quarto
Boia sobre o chão da minha casa as letras de amor que escrevi
Banha meu corpo em suores a agonia em não saber nadar
Minhas mãos são tomadas pela ânsia em sobreviver
Meus olhares são em atenção do mar invadindo a minha intimidade
Tomando conta de tudo aquilo que já foi nosso
O mar que não lançamos nossos corpos em delírios de prazer
Hoje vem salgar minha boca de esquizofrenia e melancolia
Com a boca salgada arrisco gritar em sinal de alerta
O mar que nunca choramos...
...hoje arrasta meu corpo frágil em direção do oceano...
...consigo ver as algas marinhas e os tubarões.
Um artista muito mais obsceno que subversor. "Gostaria de ser lido pelas pedras"M. Barros
sexta-feira, 2 de março de 2012
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Ao poeta César Magalhães Borges minhas sinceras desculpas
Poeta minhas sinceras desculpas
Meus versos não têm rimas
Ritmo
ou melodia
Eles quebram
destoam
Sua tônica maior
é o pensamento
envolvidos em soluço
e solidão.
Os meus versos se partem
são frágeis,
delicados,
suspensos.
Oscilam
entre o caos,
a mentira
e a verdades
inventadas.
Desenham-se ao contrário
das métricas.
Esquecem qualquer regra,
ou palavra de ordem.
Minhas sinceras desculpas
poeta, mas assim
se fazem os meus
versos.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Bárbara Calixto
Achei uns versos perdidos na estante
Teu nome preenchia minhas rimas
Era inconfundível a presença da tua alma
Em tons de verde desenhava um corpo
Roubei um beijo no parque central
E meu amor no jardim excedeu pela ramagem
Já não sabíamos mais nome, nem nada...
Era apenas ela e eu dentro da noite
Fiz um verso, uma canção, desenhos e bordados
É tudo tão lancinante que tropecei em gestos, palavras,
boca, olhares, sonhos, coração e loucuras em alta madrugada
Filha do sol que trouxe o gosto salgado do prazer de amar
Doura a minha pele com o peso do teu corpo
E assim feitos um dentro do outro num mar de delicadezas
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Um poeminha fora de hora
Sem
vergonha e sem jeitos
os modos foram esquecidos na estante.
Os enfeites dos cabelos eram desordenados,
a camisa com corte em v deixava a mostra os seios mais perfeitos,
a calça integrada com o corpo denunciava a ausência da calcinha.
Mas a sem vergonha, era absurdamente tímida perto do meu corpo.
os modos foram esquecidos na estante.
Os enfeites dos cabelos eram desordenados,
a camisa com corte em v deixava a mostra os seios mais perfeitos,
a calça integrada com o corpo denunciava a ausência da calcinha.
Mas a sem vergonha, era absurdamente tímida perto do meu corpo.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Confusão poética
Mordem-se os lábios, ardência da pele
Mais que desejo é a fúria dos corpos
Mais que desejo é a fúria dos corpos
na busca de unir as energias mais vitais.
Meus lábios presos no teu seio
as tuas mãos rasgando minhas roupas.
Acordar num sonho de sol,
sua tarde de suor,
suas cores numa aquarela confusa,
minhas máscaras lambidas pela tua língua.
Girando num carrossel de ilusão
a mente já não comanda o corpo
o corpo obedece sua fúria vital
desfalece numa prazer inalterado e passageiro.
Tremor dos músculos, pele sensível,
boca arrebentada, cabelos entre os dedos.
A mente ainda confusa busca apoio na solideis,
dos gestos desordenados.
Sobram os olhares desencontrados,
as mãos sem destinos, a provocação em outros corpos.
Se faz preciso uma fuga para o fundo de si
para reconstrução de uma suposta integridade.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Poema pra Tulipa desenhar
Rasguei todas as roupas que estavam no varal
Escrevi todos os meus poemas no muro branco da tua casa
Gritei durante toda a noite o teu nome em frente ao teu portão
Fiquei rouco de tanto cantar Crime Passional
Andei cego por avenidas, entrei em bares
bebi, dancei, sorri até cair no meio fio.
Já não sabia se era chuva ou lágrima,
não entendia mais nada sobre desejos e medos
E num tom delicado, um gesto abafado,
Um sorriso cortado, meu olhar assustado...
O corpo e a alma invadidos pelo teu sabor
Mais que as palavras, mas que o sossego do fim...
Escrevi todos os meus poemas no muro branco da tua casa
Gritei durante toda a noite o teu nome em frente ao teu portão
Fiquei rouco de tanto cantar Crime Passional
Andei cego por avenidas, entrei em bares
bebi, dancei, sorri até cair no meio fio.
Já não sabia se era chuva ou lágrima,
não entendia mais nada sobre desejos e medos
E num tom delicado, um gesto abafado,
Um sorriso cortado, meu olhar assustado...
O corpo e a alma invadidos pelo teu sabor
Mais que as palavras, mas que o sossego do fim...
sábado, 14 de maio de 2011
Sobre as mão do meu amor
Entre todos os elementos corpóreos que formam
a fina e delicada estrutura do meu amor,
entre os lábios e dentes,
pele e músculos, entre o ato e a surpresa,
são sobre suas mãos que eu me encontro.
Na ruptura do acaso sobre as coisas que nos move
Sobre as coisas que nos encaminham para o imprevisível
Encontro todos os dias com a cara do desespero
e com a vontade de desistir de tudo, ir embora pra Passárgada
De repente sob a luz mais clara da lua cheia,
sou acolhido pelas mãos do meu amor.
Elas tem um delicado jeito de tomar meu corpo,
de acalmar minha alma e sossegar me corpo agitado.
As mãos do meu amor são o berço do meu descanso.
Passado o passado em ritmo descontinuo
e reconhecido ao que o coração já havia se entregado
Eu e meu desejo de continuar nos entregamos nas
mãos do meu amor, na segurança de um beijo guardado.
As mãos do meu amor desenham no espaço outro tempo
Nesse tempo onde nos encontramos homem e mulher,
onde nossas almas e corpos confundem a existência,
unimos os desejos de sermos eternos pelo tempo que não sabemos.
Estou entregue as mãos do meu amor.
Estou nas mãos do meu amor... e quanto amor.
domingo, 10 de abril de 2011
Um poema em construção
Meu primeiro verso nasceu da esperança de um beijo que nunca roubei.
E começaram as mais interminavéis ilusões.
De um amor que não se sabe onde aparecerá.
Caminhei entre flores e brasas
Dancei ao som de uma música que não reconhecia
Lancei-me entre as avenidas e era corpo despreparado.
Vi homens, vi mulheres, as crianças em ciranda
Tinha vocação para poesia, música e borboletas
Enraizei na poesia onde descoberto fui pego
E começaram as mais interminavéis ilusões.
De um amor que não se sabe onde aparecerá.
Caminhei entre flores e brasas
Dancei ao som de uma música que não reconhecia
Lancei-me entre as avenidas e era corpo despreparado.
Vi homens, vi mulheres, as crianças em ciranda
Tinha vocação para poesia, música e borboletas
Enraizei na poesia onde descoberto fui pego
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