Meu primeiro verso nasceu da esperança de um beijo que nunca roubei.
E começaram as mais interminavéis ilusões.
De um amor que não se sabe onde aparecerá.
Caminhei entre flores e brasas
Dancei ao som de uma música que não reconhecia
Lancei-me entre as avenidas e era corpo despreparado.
Vi homens, vi mulheres, as crianças em ciranda
Tinha vocação para poesia, música e borboletas
Enraizei na poesia onde descoberto fui pego
Um artista muito mais obsceno que subversor. "Gostaria de ser lido pelas pedras"M. Barros
domingo, 10 de abril de 2011
segunda-feira, 7 de março de 2011
Paixão
Não me queira ter apaixonado
a consciência dos atos perdem a lógica,
sou acometido pela não razão.
Rabisco no meu corpo em letras antigas
teu nome, tua história, uma promessa de futuro.
As minhas mãos desenvolvem uma dança complexa,
minhas pernas se embaraçam na confusão dos dias.
Ritualizo as manhãs quando acordo e o primeiro
pensamento é a tua existência presente na minha vida.
Não me queira ter apaixonado
sou demasiado amante,
desejo o encontro das almas e corpos
na comunhão com o fogo e na profusão dos sentidos.
Embaralho os pensamentos mais simples,
desvendo o enigma da esfinge para poder te alcançar.
Invado a direção do seu olhar, adormeço no seu juízo,
te aproximo de você mesma, misturo os DNA.
Me queira apaixonado,
que ainda não sei das substâncias guardadas em mim.
Sejamos desprovidos de previsões,
de acertos, de certezas, do amanhã.
Não sei o que dá em mim quando perdido em teu seio,
quando esquecido em tuas mãos, abandonado nas tuas pernas,
imerso na tua companhia e na vontade de mais se mais tiver.
Na vontade de ser o que se não se sabe da paixão.
Me queira apaixonado,
te quero igualmente perdida na razão
de ser e estar.
Quando atingirmos o último grau da loucura,
que sejamos mais apaixonados, que possamos sentir
o primeiro gosto, primeiro gesto, o primeiro pensamento,
que nos levou ao esquecimento dessa vida cotidiana.
a consciência dos atos perdem a lógica,
sou acometido pela não razão.
Rabisco no meu corpo em letras antigas
teu nome, tua história, uma promessa de futuro.
As minhas mãos desenvolvem uma dança complexa,
minhas pernas se embaraçam na confusão dos dias.
Ritualizo as manhãs quando acordo e o primeiro
pensamento é a tua existência presente na minha vida.
Não me queira ter apaixonado
sou demasiado amante,
desejo o encontro das almas e corpos
na comunhão com o fogo e na profusão dos sentidos.
Embaralho os pensamentos mais simples,
desvendo o enigma da esfinge para poder te alcançar.
Invado a direção do seu olhar, adormeço no seu juízo,
te aproximo de você mesma, misturo os DNA.
Me queira apaixonado,
que ainda não sei das substâncias guardadas em mim.
Sejamos desprovidos de previsões,
de acertos, de certezas, do amanhã.
Não sei o que dá em mim quando perdido em teu seio,
quando esquecido em tuas mãos, abandonado nas tuas pernas,
imerso na tua companhia e na vontade de mais se mais tiver.
Na vontade de ser o que se não se sabe da paixão.
Me queira apaixonado,
te quero igualmente perdida na razão
de ser e estar.
Quando atingirmos o último grau da loucura,
que sejamos mais apaixonados, que possamos sentir
o primeiro gosto, primeiro gesto, o primeiro pensamento,
que nos levou ao esquecimento dessa vida cotidiana.
Um poema
Tempo e caminhada, amor sem eixo...
Na dureza da carne ver sangrar um falo alento.
Na claridade dos olhos ver surgir uma agonia,
um desespero da distância que existe entre as almas.
Olhei para frente e mais que uma visão foi a certeza
de estar perdido entre a realidade e a ilusão dos teus encantos.
Toquei uma valsa, arrisquei um poema, cai em solidão...
Repetindo os mesmos velhos poemas de Vinicíus
Assobiando as cortantes canções de Chico Buarque
Recolho as minhas incertezas dentro do meu mundo tão distânte,
do meu mundo tão meu, que hoje eu abri pra você.
Na dureza da carne ver sangrar um falo alento.
Na claridade dos olhos ver surgir uma agonia,
um desespero da distância que existe entre as almas.
Olhei para frente e mais que uma visão foi a certeza
de estar perdido entre a realidade e a ilusão dos teus encantos.
Toquei uma valsa, arrisquei um poema, cai em solidão...
Repetindo os mesmos velhos poemas de Vinicíus
Assobiando as cortantes canções de Chico Buarque
Recolho as minhas incertezas dentro do meu mundo tão distânte,
do meu mundo tão meu, que hoje eu abri pra você.
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Elis Regina
Sempre relutei muito em escrever sobre Elis Regina, só ai dei conta que Elis não precisa das minhas palavras, o seu canto é bem mais que tudo aquilo que eu possa dizer.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Nós...
Sopramos nossos corpos em dias opostos
Dançamos ao som casual da gigante metrópole
Levantamos armas contra as tempestades do acaso
Batemos em retirada seguindo caminhos de terra e pedra
Ainda não encontramos os lagos cristalinos das nossas infâncias
Persistimos com nossas armas carregadas de lírios e poesias
E nos atiramos frente as ondas do inesperado e inseguro
Sorrateira cai sobre nossas cabeças um céu negro coberto de estrelas
Repousamos sobre os nossos mais ingênuos sonhos de liberdade...
domingo, 28 de novembro de 2010
CIDADES INVISÍVEIS - ÚLTIMA APRESENTAÇÃO EM SP
Após o descanso de nossos olhares sobre as Cidades Invisíveis, eis que os portões do jardim de Magnólias se abrem novamente...
domingo, 21 de novembro de 2010
Domingo
O que esperar de um domingo?
São dezesseis horas e quarenta e oito minutos
O friu da manhã me fez companhia na hora de acordar
Me lancei pra fora da cama e fui ao encontro dos Calvininos e Calvininas
De volta ao meu recanto fico disposto a surpresas, mas elas não vem
O sol arde durante a tarde e a brisa pede um blusa de lã
Vem caindo em cores um céu de maravilhas
Penso em sair, passear por ir, busco alguma peça em cartaz
Nada consegue me atrair...
O pensamento distante, distante do meu corpo, distante de mim.
Centralizo tudo outra vez e desfaz as fantasias de domingo.
Volto a pensar em não pensar...
Estranho... Já são desezeis horas e cinquenta e nove minutos
pensei em você, repensei sobre o fato de pensar em você
e constato que passei a tarde tentando fugir de pensar em você
E revela-se então pra mim que venho fugindo de não pensar em você
desdo dia em que te conheci...
Mas por razões outras tomei outros caminhos, penso então em fazer um novo pensamento
Organizar meus pensamentos e decido acertar as coisas feitas pelas metade e tomar um só pensamento
Dezessete horas e dez minutos...
penso novamente em você.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Fui eu...
Fui eu, eu sei que foi somente eu
que briguei, chorei, apostei nesse amor sem fundamento.
Que lancei todas as minhas forças para ter esse par de olhos dourados,
esse corpo fresco e adocicado, esse pensamento de paixão...
Não mais do que eu fui despreparado, apressado na contra mão do seus passos,
nos destemperos de longas horas de observação e desejos sem fundamentos.
Fui eu, eu sei que foi somente eu
e mais ninguém que pediu por esse amor com sabor de leite derramado,
com gotas de encanto e beleza transbordante.
Socorro pai e mãe que esse amor não deu em nada...
que briguei, chorei, apostei nesse amor sem fundamento.
Que lancei todas as minhas forças para ter esse par de olhos dourados,
esse corpo fresco e adocicado, esse pensamento de paixão...
Não mais do que eu fui despreparado, apressado na contra mão do seus passos,
nos destemperos de longas horas de observação e desejos sem fundamentos.
Fui eu, eu sei que foi somente eu
e mais ninguém que pediu por esse amor com sabor de leite derramado,
com gotas de encanto e beleza transbordante.
Socorro pai e mãe que esse amor não deu em nada...
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